SUPERAÇÃO

Pecuarista transforma o luto em força e se torna liderança no agronegócio

Após a morte do pai, Edineia Becker deixou a carreira para assumir a gestão da propriedade rural da família

Pecuarista transforma o luto em força e se torna liderança no agronegócio

A pecuarista Edineia Becker construiu uma trajetória marcada por superação, aprendizado e protagonismo feminino no agronegócio. Em entrevista ao videocast A Protagonista, ela compartilhou sua história e destacou a importância de eventos voltados às mulheres, do apoio das cooperativas e da troca de experiências no campo.

Apesar de vir de uma família de produtores rurais, Edineia conta que sua entrada no agronegócio não foi planejada. O pai acreditava que o campo não era lugar para mulheres e incentivava a filha a seguir uma carreira fora da propriedade.

A mudança aconteceu após a morte do pai, quando a família enfrentou um período de grandes transformações. Com o irmão sem condições de assumir a atividade, Edineia tomou a decisão de abandonar a faculdade e assumir a gestão da propriedade.

“Eu não entendia nada. Sabia o básico, porque estava me preparando para seguir outra profissão. Mas eu sabia o quanto meus pais tinham se sacrificado para construir aquilo. Não podia deixar tudo se perder”, relatou.

Cooperativismo

Sem experiência, Edineia encontrou apoio fundamental na cooperativa da qual faz parte até hoje, a Coamo. Segundo ela, a orientação técnica, a atenção recebida e o incentivo foram decisivos para que conseguisse se manter e evoluir na atividade rural.

Ela relembra que aprendeu desde o manejo da lavoura até a operação de máquinas agrícolas, conduzindo colheitadeiras mais antigas e lidando, na prática, com os desafios do dia a dia no campo.

“Foi ali que eu aprendi tudo. Cuidar daquilo que era nosso me dava força e energia para continuar”, contou.

Ao falar sobre a participação feminina nas cooperativas, Edineia destaca que houve avanços significativos ao longo dos anos. No início, as mulheres tinham acesso limitado a cursos de formação de líderes, mas, com o tempo, esse cenário começou a mudar.

Hoje, a presença de núcleos femininos em diferentes unidades é vista por ela como um passo importante para fortalecer o papel da mulher no cooperativismo e na gestão das propriedades rurais.

“A cooperativa vem pegando na mão do produtor e ajudando nessa trilha. E agora também está trazendo a mulher para dentro, mostrando que marido e mulher precisam caminhar juntos”, afirmou.