
A formação growth, voltada ao desenvolvimento profissional e ao crescimento de carreiras e negócios, tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento estratégico e preparar pessoas para atuar de forma mais estruturada no mercado. A avaliação é de Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta e idealizadora do Enmcoop (Encontro Nacional das Mulheres Cooperativas), em entrevista ao videocast A Protagonista.
Segundo Luciana, a proposta da formação é acompanhar de perto quem busca evolução profissional. “É uma formação para crescer. A gente literalmente pega na mão dessas pessoas para que elas entendam o mercado, como ele funciona e como podem gerar valor”, afirmou.
Desenvolvimento individual e visão de mercado
De acordo com a executiva, embora o programa dialogue fortemente com o protagonismo feminino, a formação não é exclusiva para mulheres. “É uma formação para pessoas. Para quem quer crescer na carreira, prosperar, entender o que pode entregar de valor para o mercado”, explicou.
Com experiência de mais de duas décadas em planejamento estratégico, acesso a mercado e desenvolvimento de grandes indústrias, cooperativas e produtores rurais, Luciana destacou que o foco agora é acelerar o crescimento de carreiras. “Chegou o momento de massificar esse conhecimento e dar oportunidade para que mais pessoas tenham acesso ao mesmo conteúdo que hoje chega aos CEOs”, disse.
Planejamento, posicionamento e network
Durante a conversa, Luciana ressaltou que o crescimento profissional exige planejamento claro. “É preciso saber para onde se quer ir. Se a pessoa não define o caminho, qualquer lugar serve”, afirmou.
A formação growth, segundo ela, trabalha o passo a passo do desenvolvimento, desde a definição de objetivos até o posicionamento no mercado. “Muitas pessoas já entregam valor, mas não mostram o que fazem. Não se posicionar também é um posicionamento”, destacou.
Outro ponto central do método é a importância do network e da leitura constante do mercado. “Crescer também é saber se conectar, observar tendências e entender o ecossistema em que se está inserido”, afirmou.
Método internacional adaptado à realidade brasileira
Luciana explicou que o modelo aplicado na formação reúne referências do growth americano e europeu, mas foi adaptado à realidade brasileira. “O Brasil é relacional. Somos movidos a conexão, proximidade e troca. Esse tempero muda a regra do jogo para o crescimento das empresas e das carreiras”, disse.
Segundo ela, a proposta é tornar o método factível para profissionais do agro, respeitando as características do setor e do mercado nacional.
Crescimento coletivo no agro
Para a CEO do Grupo Conecta, o desenvolvimento individual está diretamente ligado ao fortalecimento do agronegócio como um todo. “O agro é um ecossistema. Indústria, cooperativa, revenda e produtor precisam caminhar juntos. Quando cada um tenta se salvar sozinho, o setor sofre”, afirmou.
Luciana destacou que o agronegócio responde por cerca de um terço do PIB brasileiro e ainda tem grande potencial de expansão. “Quando crescemos juntos, criamos um ciclo de abundância. É dando as mãos que a transformação acontece”, declarou.