
Em entrevista ao videocast de A Protagonista, a pecuarista Teka Vendramini disse que o protagonismo feminino no agronegócio brasileiro vive um momento de forte expansão, impulsionado pela maior participação das mulheres em eventos, grupos setoriais e espaços de decisão.
Segundo Teka, houve uma mudança significativa em relação a décadas passadas, quando mulheres produtoras ainda enfrentavam resistência para ocupar espaços de liderança.
“Ficamos muito tempo caladas, andando nas sombras. Hoje, isso acabou. Existem grupos de mulheres na agricultura e na pecuária em todos os estados do Brasil”, afirmou.
Para ela, a troca de experiências e a sororidade são pilares fundamentais desse avanço. “Uma mulher contar para a outra o que fez, chamar quem ainda está insegura para participar, isso é o básico. Ninguém caminha sozinho”, destacou.
Educação e preparo como base da liderança
Teka ressalta que o crescimento da presença feminina no agro precisa caminhar junto com educação, preparo técnico e inteligência emocional. Ela lembrou que muitas mulheres já ocupam cargos de liderança, mas ainda enfrentam desafios para ganhar segurança e ampliar sua atuação.
Atualmente, apenas 37% dos cargos de alta liderança no Brasil são ocupados por mulheres, o que reforça a necessidade de iniciativas voltadas à formação e qualificação. “Nada é de graça. Tudo exige estudo, preparação e coragem”, afirmou a pecuarista.
Visibilidade e novos caminhos
Ao comentar a atuação do agronegócio brasileiro em fóruns internacionais, como a COP, a pecuarista destacou a importância da presença direta do produtor rural nesses espaços. Para ela, essa participação contribui para mudar a percepção externa sobre o Brasil e mostrar, na prática, a força e a diversidade do agro nacional.
Ela também ressaltou o papel da Embrapa na construção dessa imagem, destacando a instituição como fundamental na formação técnica dos produtores e na apresentação das tecnologias desenvolvidas no país.