
O protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira e ganha cada vez mais força dentro de um dos setores mais tradicionais do agronegócio. Esse movimento foi um dos destaques do A Protagonista Especial CNMA, gravado diretamente do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, ao ouvir a história e a visão de Jade Bortoletto, consultora de desenvolvimento de mercado, que atua diretamente com produtores rurais na citricultura.
Natural de Piracicaba (SP), Jade carrega em sua formação a forte influência da cidade que abriga um dos mais importantes polos acadêmicos do agro no Brasil. Desde cedo, teve contato com a biologia e com a amplitude de possibilidades que o setor oferece. Além disso, encontrou inspiração dentro de casa, ao acompanhar a trajetória da mãe, que ingressou profissionalmente no agronegócio e abriu caminhos para que a filha também enxergasse o setor como espaço de desenvolvimento e crescimento profissional.
Hoje, Jade atua exclusivamente com controle biológico na citricultura, uma cultura perene, familiar e historicamente masculina. Ainda assim, ela representa uma nova geração de profissionais que conectam ciência, sustentabilidade e proximidade com o produtor rural, mostrando como o protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira de forma concreta e estratégica.
O protagonismo feminino no controle biológico como resposta aos desafios da citricultura
O avanço do protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira justamente em um momento de grandes desafios sanitários e produtivos. A citricultura enfrenta uma de suas maiores ameaças: o greening, doença que exige manejo rigoroso e um número elevado de aplicações ao longo do ciclo produtivo.
Nesse cenário, o controle biológico surge como uma estratégia fundamental, não apenas como alternativa, mas como complemento ao manejo químico. A proposta vai além do controle de pragas: trata-se de preservar a eficiência dos defensivos, reduzir riscos de resistência e atender às exigências de mercados cada vez mais atentos à sustentabilidade e à qualidade do fruto.
Segundo Jade, o biológico entra como uma ferramenta estratégica dentro do manejo integrado, contribuindo para a longevidade da cultura, a saúde do solo e a preservação do ambiente.
“O controle biológico contribui para a sustentabilidade do manejo, melhora a qualidade final do fruto e atende à demanda por redução da carga química, especialmente em uma cultura perene como o citros”, destaca.
Além disso, os benefícios se estendem à biodiversidade, favorecendo polinizadores, como as abelhas, e criando um ambiente mais equilibrado dentro das propriedades. Assim, o protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira ao unir produtividade, responsabilidade ambiental e visão de longo prazo.
O protagonismo feminino no controle biológico e a força das mulheres no campo
Mesmo inserida em um ambiente tradicional, Jade observa mudanças importantes no perfil das propriedades rurais. O protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira também por meio da crescente participação das mulheres na sucessão familiar e no suporte técnico das fazendas.
Cada vez mais presentes nas decisões estratégicas, as mulheres trazem um olhar diferenciado para o planejamento, para o manejo e para a gestão do negócio rural. Elas sempre estiveram ao lado dos homens no campo, participando de escolhas difíceis, investimentos e definições produtivas, mas por muito tempo permaneceram nos bastidores.
Eventos como o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio fortalecem esse movimento de visibilidade e posicionamento. Para Jade, o contato com outras profissionais do setor reforça a importância de ocupar espaços e compartilhar experiências.
“É muito inspirador ver tantas mulheres representando um setor tão importante para o país e perceber o quanto essa força feminina vem crescendo”, afirma.
Esse movimento se reflete também nas novas gerações. Em muitas famílias, as filhas assumem a continuidade da produção, aprofundam o conhecimento técnico e passam a liderar processos produtivos, mostrando que o protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira de forma consistente e irreversível.
Por que o controle biológico ganha espaço na citricultura?
- Reduz a pressão de resistência sobre os defensivos químicos
- Contribui para a saúde do solo em culturas perenes
- Atende às exigências de mercados mais sustentáveis
- Melhora o equilíbrio ambiental da propriedade
- Valoriza a qualidade final do fruto
Esses fatores tornam o controle biológico uma estratégia essencial, especialmente quando aliado à presença feminina no campo, que agrega planejamento, cuidado e visão sistêmica ao manejo agrícola.
Para as mulheres que desejam se posicionar no agro, Jade deixa um conselho direto e realista: resiliência, capacitação constante e busca por conhecimento. O caminho não é simples, mas é possível e necessário. O protagonismo feminino no controle biológico impulsiona a citricultura brasileira justamente porque é construído todos os dias, com trabalho, técnica e coragem.