VOZES DO CAMPO

Mecanização e capacitação abrem novas oportunidades para mulheres no campo

Capacitação técnica tem impulsionado a carreira a presença feminina em funções antes vistas como exclusivamente masculinas

Mecanização e capacitação abrem novas oportunidades para mulheres no campo

A mecanização agrícola tem aberto espaço para cada vez mais mulheres no agronegócio brasileiro. Histórias como as de Gisele Tavares e Regina mostram como a capacitação técnica vem impulsionando a presença feminina em funções antes vistas como exclusivamente masculinas, como a operação de tratores e máquinas agrícolas.

Única instrutora mulher do Senar na área de mecanização, Gisele acompanha de perto essa transformação dentro do campo. Segundo ela, a procura feminina por cursos voltados à operação de máquinas agrícolas cresce continuamente e representa uma mudança importante no perfil da mão de obra rural.

“Durante muito tempo esse espaço foi visto exclusivamente masculino, mas hoje as mulheres estão mostrando que têm competência, responsabilidade e capacidade para atuar em qualquer função dentro do campo”, afirmou durante participação no programa A Protagonista, do Canal Rural.

Gisele destaca que os cursos oferecidos pelo Senar têm ajudado mulheres a conquistarem independência profissional, além de estimular outras trabalhadoras rurais a acreditarem no próprio potencial.

“O agro precisa dessa diversidade, dessa força e dessa visão feminina”, disse.

Capacitação abriu portas no agro

A tratorista Regina, de 47 anos, é um exemplo dessa transformação. Há dois anos trabalhando na área agrícola, ela afirma que encontrou no Senar a oportunidade para ingressar em uma nova profissão.

“Me profissionalizei através do Senar, onde tive uma visão de futuro e abriu as portas para o mercado de trabalho”, contou.

Hoje atuando como tratorista, Regina afirma que a profissão exige dedicação, responsabilidade e amor pela agricultura. Para ela, a presença feminina nas operações agrícolas mostra que as mulheres conseguem desempenhar funções tradicionalmente masculinas em igualdade com os homens.

“Hoje a mulher tratorista desempenha um papel de igual para igual com o homem”, afirmou.

Além da conquista profissional, Regina destaca o orgulho de ocupar um espaço que até poucos anos atrás era raro para mulheres dentro do agro.