
Em um mercado cada vez mais exigente, a ciência e a tecnologia têm papel central na produção e na exportação do café brasileiro. Segundo a chefe-adjunta de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, a competitividade do setor está diretamente ligada à adoção de soluções que garantam qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade ao produto.
De acordo com a pesquisadora, a presença da ciência começa ainda na lavoura, com práticas como preparo do solo, escolha de cultivares e manejo da produção, e segue por todas as etapas da cadeia, incluindo colheita, pós-colheita e industrialização.
“A inovação é a aplicação prática desse conhecimento científico para gerar melhorias concretas na produção, seja em qualidade, sustentabilidade ou competitividade”, afirma.
Renata destaca que o setor enfrenta desafios crescentes, como as mudanças climáticas e a evolução do comportamento do consumidor, o que exige respostas rápidas da pesquisa. Nesse contexto, o desenvolvimento de variedades adaptadas a diferentes condições ambientais tem sido uma das principais frentes de atuação.
Além disso, tecnologias voltadas à rastreabilidade e à autenticidade do produto ganham espaço. Ferramentas de monitoramento permitem acompanhar toda a trajetória do café, do campo ao consumidor, enquanto soluções de análise ajudam a identificar possíveis adulterações.
Segundo a Embrapa Café, essas inovações ampliam a confiança do mercado e agregam valor ao produto brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Outro destaque apontado pela pesquisadora é a diversidade da produção nacional. O Brasil produz café em diferentes regiões, o que possibilita oferecer uma ampla variedade de perfis ao mercado, atendendo a diferentes demandas de qualidade e origem.
A cadeia produtiva também tem avançado em inclusão social. De acordo com Renata, as mulheres estão presentes em todas as etapas da cafeicultura, desde a produção até a gestão e comercialização, contribuindo para a sustentabilidade e o desenvolvimento do setor.
Para a Embrapa, a combinação entre ciência, inovação e diversidade tem consolidado a cafeicultura como um dos principais vetores de transformação econômica e social no país.